sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Sistema Contábil que estais no computador
carregado seja o vosso programa
venha a vós o vosso balancete
seja gerada a ficha de lançamento
assim no diário como no razão
a contrapartida nossa de cada dia nos daí hoje
perdoai os nossos estornos
assim como nós perdoamos quando há diferenças
não nos deixar cair em auditoria
e livrai-nos da fiscalização"
Amém
Regras complexas podem ser barreiras ao emprego formal

Cenário: Especialistas consideram que a ampla legislação trabalhista brasileira precisa ser revista e modernizada para contemplar as necessidades de uma economia que hoje trabalha em rede

As relações do trabalho no Brasil trafegam de forma tumultuada em um universo complexo: é preciso respeitar nada menos que 922 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diversos incisos do artigo 7º da Constituição Federal e um sem-número de dispositivos da chamada legislação esparsa. O emaranhado de regras convive com um crescente afunilamento do espaço de negociação entre empregadores e empregados em um ambiente que, segundo especialistas, constrange as contratações.

"A isso se soma a jurisprudência, um conjunto que, além de gerar uma economia informal que absorve cerca de 50% dos ocupados em todo o país, contribui para abarrotar a Justiça do Trabalho de processos que se arrastam por anos a fio", lembra o sociólogo José Pastore, professor aposentado da FEA-USP e um dos mais respeitados analistas do setor. "Não por acaso, o país ostenta o posto de campeão do mundo ocidental em complexidade nas relações trabalhistas."

Por ser muito detalhista - e de alcance federal -, a legislação trabalhista torna-se um obstáculo principalmente para as micro e pequenas empresas, analisa a especialista Sônia Mascaro Nascimento. A seu ver, o microempresário acaba sendo tratado da mesma forma que o de grande porte, um ranço dos tempos em que foi criada a CLT, na primeira metade do século passado, quando prevalecia o modelo verticalizado de produção. "Essa legislação foi feita num momento em que as empresas eram na sua maioria grandes e ainda nem se sonhava com a enorme quantidade de prestadores de serviços que se observa hoje."

Como contrapartida, Sônia Mascaro acha que a legislação esparsa vem oferecendo proteção crescente à dignidade do trabalhador. Na sua visão, o país vive hoje, sob o aspecto humano, um momento particularmente violento nas relações de trabalho. "Essa desumanização avança no mesmo ritmo da competitividade gerada pelo mercado", diz, citando como exemplos os casos dos operadores de telemarketing e trabalhadores de call center, os chamados infoproletários. "As condições de trabalho oferecidas a essa gente, geralmente muito jovem, são uma expressão acabada da atual desumanização do trabalho."

Quase todos especialistas na área concordam que no início, em 1943, a CLT - reunindo um conjunto de regras e procedimentos que passou a nortear o relacionamento entre o Estado, empresários e trabalhadores - fazia parte da solução. Afinal, ela ajudou no processo de industrialização de um Brasil que via naufragar sua agricultura cafeeira em meio ao nevoeiro da Depressão de 1929, além de ter convertido o emprego em um fator de transformação social. Porém, com o tempo, a legislação trabalhista do primeiro período da era Getúlio Vargas - cujo arcabouço inicial se encontra preservado até hoje - foi se tornando obsoleta sob muitos aspectos e passou a ser parte do problema.

Pastore defende a desburocratização do mercado de trabalho como forma de combater o desemprego e, principalmente, tentar reverter a trajetória crescente da informalidade. Segundo ele, o conjunto de medidas e expedientes que regulam o mundo do trabalho custa hoje 102,43% do salário ao empregador. "Esse é um número certo e, por estar definido pela Constituição, inegociável." A seu ver, a informalidade se ajusta ao espírito de um velho adágio francês - quando o direito ignora a realidade, a realidade se vinga e ignora o direito. "No campo do emprego formal, muitas vezes existe o impulso de se negociar, mas no Brasil a lei ou a jurisprudência funcionam como uma barreira."

Um estudo de 2008 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrava que as empresas têm dificuldade em se adequar às novas condições do mercado diante de uma legislação trabalhista limitadora. Entre as medidas necessárias, o relatório evidenciava a necessidade de se alterar as regras. "Em particular, as leis e negociações coletivas muito abrangentes, em nível de indústrias ou setores, que estabelecem regras horizontais válidas para todas as empresas de todos os setores, reduzem a agilidade das empresas e, por vezes, impõem custos que, se suportáveis para algumas, são severamente restritivos para muitas outras", destacava um dos trechos do trabalho.

Na mesma linha, Pastore avalia que uma das heranças do arcabouço inicial da CLT que perdura até hoje é que todo conflito entre empregados e empregadores deve ser acertado por lei e não por negociação, para evitar que o conflito fique circunscrito às dependências da empresa. "Como toda a legislação foi feita de uma forma detalhista, sobraram apenas dois direitos para serem negociados: os salários e a participação dos trabalhadores nos lucros", diz Pastore.

Numa mesa de negociação, há sempre dois lados - o empregado que pede mais remuneração e o empresário que deseja mais produtividade. "Se um lado pede xis de remuneração e o outro consegue o mesmo xis de produtividade, zera a equação e todo mundo ganha", ilustra Pastore. "Com essa imposição de 102,43% não sobra espaço para a negociação, porque o empregado já sabe que o seu décimo-terceiro salário, seu terço de férias e seus outros direitos legais já estão no seu bolso."

Pastore ressalva, no entanto, que nem tudo deve ser entendido como passível de negociação. A proteção ao trabalho do menor, à gestante, as licenças maternidade e paternidade e outros direitos fundamentais - ampliados inclusive por novos dispositivos da Constituição Federal de 1988 - são inegociáveis. "Se houvesse uma área de negociação pelo menos 50% maior do que a de hoje, já haveria condições de se proceder a ajustes mais finos entre produtividade e remuneração", calcula. Ele pondera, no entanto, que isso só seria conquistado via mudança constitucional.

Do ponto de vista técnico, Pastore acha que a modificação na Carta Magna seria tarefa simples. Bastaria uma pequena alteração na redação do artigo 7º. No lugar em que está escrito "são direitos dos trabalhadores" se escreveria "salvo negociação, são direitos dos trabalhadores", incluindo-se a seguir "atendendo também a inegociabilidade da proteção ao menor, à gestante etc." Do ângulo político, entretanto, ele vê a inclusão daquelas "duas palavrinhas", como uma missão impossível. "Nenhum parlamentar aceita patrocinar essa mudança, razão pela qual só espero reformas fatiadas, tópicas."

Para Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico nacional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a legislação trabalhista passou a fazer parte do problema e não da solução porque na maior parte do tempo as regras foram criadas em momentos autoritários. "No caso das relações de trabalho, a mudança no sistema de regulação deve ser precedida pela conscientização, por parte da sociedade, de que as medidas significariam a revalorização dos aspectos tanto da negociação como da segurança jurídica", diz. Outra precondição é a constituição de atores com maior capacidade política de estabelecer acordos, inclusive no universo sindical. "Como favorecer a negociação com uma estrutura que tem apenas alguns sindicatos fortes, como os de metalúrgicos e bancários, em centros urbanos importantes, se no resto do Brasil vigora a lei da selva?"

Na seara do governo, o ministro Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, também defende algumas mudanças, embora considere que o Brasil é um dos países com a legislação trabalhista mais avançada do mundo. "Devemos nos orgulhar disso, e não tentar derrubar a CLT." A ideia, diz, é eliminar aquilo que está em desuso e que simplesmente não tem mais aplicabilidade no mundo atual, prejudicando o trabalhador.

Lupi entende que a chamada flexibilização dos direitos trabalhistas, como vem sendo apresentada pelos empresários, defende apenas um ponto de vista. Isto é, os empregadores estariam tentando se livrar da responsabilidade que têm com seus funcionários. "Devemos, ao contrário, lutar para ampliar e aperfeiçoar os direitos dos trabalhadores, em causas como a redução da jornada semanal de trabalho, das atuais 44 horas para 40 horas, e a criação de planos de cargos e salários para todo o serviço público."

Na visão do ministro, a CLT foi um instrumento primordial para resguardar a empregabilidade em momentos de revés, como a crise financeira que atingiu o mundo no fim de 2008, quando foi sugerida a flexibilização dessas leis. "Um dos grandes desafios do país hoje é acabar com o pensamento de que os direitos do trabalhador são prejudiciais ao crescimento do país", diz, queixando-se de que a legislação trabalhista, de uma hora para outra.

O ministro do Trabalho e Emprego ilustra sua convicção de que o país está na vanguarda da legislação trabalhista comparando o caso brasileiro com o da China, que não tem nenhuma legislação na área. Pastore, porém, argumenta que não é possível fazer a comparação Brasil-China porque lá há uma série de regras que não são levadas a sério e muito menos cumpridas e a taxa de informalidade é muito mais alta que a nacional, beirando os 75%. "Dá para comparar a legislação brasileira com as que vigoram na União Europeia, Estados Unidos, Japão, Coreia, América Latina, mas com os demais países dos BRICs, não dá", sustenta. Pastore conta que na Índia a informalidade é ainda maior - da ordem de 90% -, porque, em que pese os indianos contarem com uma legislação rigorosa e de inspiração inglesa, o regime de castas sociais provoca um curto-circuito. "A Rússia também tem uma legislação, mas, na prática, ainda vigora o centralismo estatal por lá."

"Na comparação com o resto dos países do Ocidente, porém, a complexidade e rigidez das leis brasileiras, caras e juridicamente inseguras, ganha de goleada", afirma Pastore. No caso dos países anglo-saxônicos se legisla apenas uma parcela dos direitos do trabalho, ficando a parte do leão para ser acertada por negociação no contrato coletivo de trabalho. "Toda vez que eles percebem que o acordado no contrato não está bom, sentam-se novamente em volta da mesa e reformulam tudo", explica. Segundo ele, nos Estados Unidos também vigora um modelo mais negocial que estritamente legal.

A necessidade de mudanças no cipoal de procedimentos regulatórios é um tema tratado com igual interesse tanto no seio de entidades empresariais do peso de uma CNI como no de centrais sindicais da dimensão da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Denise Motta Dau, secretária de relações do trabalho da CUT, afirma que a central também está bastante empenhada em fortalecer o processo de negociação. "Mas para isso é preciso ter um ambiente propício, com sindicatos fortes e com capacidade de negociação, onde ambas as partes se tornem interlocutores de boa fé", sustenta. Sua preocupação é, explica, o fato de ainda existirem no país cerca de 8 mil sindicatos pequenos e frágeis do ponto de vista negocial, com apenas algumas "ilhas de excelência" que têm de fato poder de fogo.

Denise se alinha, portanto, com a vertente que defende que, antes da flexibilização nas leis trabalhistas, é preciso mudar a legislação sindical. Por essa corrente é inaceitável que um empregado seja obrigado a contribuir com sindicatos que não lutam pelo seu interesse. O certo é que ele se filie por vontade própria, contribua e receba seus benefícios. "No Brasil de hoje ainda há um número enorme de sindicatos que são criados mais para recolher dinheiro que qualquer outra coisa, ainda sob a vigência da legislação da primeira fase getulista, que interfere na organização sindical", diz, lamentando que não haja no país sindicato por ramo. "Só tem sindicato por categorias, pulverizado, o que divide a classe trabalhadora."

A secretária de relações do trabalho da CUT concorda que a CLT é de fato um modelo bastante burocratizado. "A CUT nasceu questionando a CLT, um modelo baseado nos direitos individuais e não coletivos, e também criticando a unicidade sindical, o imposto sindical e a intervenção forte do Estado na organização sindical e nas relações de trabalho", diz.

Juan Garrido
Cultura do empreendedorismo é tema de debate global

"No Brasil, não há a percepção de que é possível transformar conhecimento em receita", afirmou o representante da Fundação Dom Cabral, Fernando Dolabela.

A abertura da Semana Global do Empreendedorismo, em São Paulo, foi marcada pela reafirmação da necessidade de uma mudança de postura social que contemple o espírito da ação empreendedora nos ambientes acadêmico, empresarial e político.

Para o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamoto, esse é um momento extraordinário para o País, porque o seu avanço econômico está oferecendo oportunidades de crescimento a quem antes não tinha chance de trabalhar. Participam do evento representantes de 90 países, no Museu Brasileiro de Escultura (Mube), até domingo, e em outras cidades do Brasil e do mundo.

Foram realizados, ontem, dois painéis para discutir os caminhos para empreender no País. No primeiro, "Empreendedorismo e Políticas Públicas", os participantes foram unânimes na afirmativa de que as políticas de inclusão do governo federal precisam ser aprimoradas com a eliminação de ações paternalistas, como a concessão das atuais bolsas, e que se deve modificar a cultura de distanciamento entre empresas e universidades.

"No Brasil, não há a percepção de que é possível transformar conhecimento em receita", afirmou o representante da Fundação Dom Cabral, Fernando Dolabela.

Emanuel Fernandes, ex-prefeito de São José dos Campos, relatou o projeto de ensino de empreendedorismo nas escolas públicas de seu município. Segundo ele, a falta de espírito empreendedor é uma questão cultural no Brasil e que só a união entre Estado, iniciativa privada e escola pode transformar esse quadro. Ele citou o programa da General Motors para as escolas da periferia do município paulista.
Telmo Costa, representante do Movimento Brasil Competitivo (MBC), resumiu a posição do grupo, citando que o governo deve incentivar as empresas a interagir com escolas e universidades.

No segundo painel, Emprendedorismo Sustentável, a conclusão foi a de que ainda não existe uma real cultura de sustentabilidade social e ambiental nas empresas, porque a maioria considera essas ações como despesas e não investimentos. O representante da consultoria Thymus Branding, Ricardo Guimarães, lembrou que a sustentabilidade entrou na cultura das empresas, mas seus representantes ainda a consideram como apenas uma solução para reduzir as cobranças por parte da sociedade. E não como um meio significativo de agregar valor aos produtos e serviços.

O grupo de discussão, formado por Altair Assumpção, do Grupo Santander Brasil, e pelo moderador Paulo Veras, da Endeavor, ressaltou a necessidade de se criar uma nova dinâmica entre empresas, seus funcionários e a sociedade.

O Sebrae e a Endeavor, entidade sem fins lucrativos que promove o empreendedorismo, são os organizadores do evento no Brasil.

Paula Cunha

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As adaptações às mudanças contábeis

As adaptações às mudanças contábeis

Vivenciamos um momento de importantes mudanças na forma como as empresas devem interagir com o governo, entidades reguladoras, acionistas e mercado em geral. Apenas para citar alguns exemplos, podemos falar da adoção da nota fiscal eletrônica, do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e da adaptação e implementação dos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que mudam a forma pela qual a contabilidade das empresas é feita, adequando as demonstrações aos preceitos indicados na Lei nº 11.638, de 2007. No caso de empresas de capital aberto, cumpre lembrar que essas terão, ainda, de apresentar suas demonstrações contábeis de acordo com os padrões contábeis internacionais - IFRS.
Além dessas modificações, que serão definitivas, neste ano as empresas terão mais atribuições, como a opção pelo Regime Tributário Transitório (RTT ) e a apuração e a prestação do Imposto de Renda (IR) de acordo com esses novos preceitos. Muito provavelmente, esse foi um dos motivos para que o programa da DIPJ 2009 tenha sido divulgado pela Receita Federal somente em meados de agosto. Outrossim, conforme a Lei nº 11.941, a pessoa física ou jurídica que tem dívidas com a União poderá pedir, até 30 de novembro, parcelamento em condições especiais para pagar os impostos atrasados, de acordo com o novo programa de refinanciamento, que traz características diferenciadas e, muitas vezes, bastante oportunas, o que exige uma avaliação técnica minuciosa dos aspectos envolvidos antes de qualquer decisão.
A implantação do Sped fiscal, por exemplo, foi adiada de janeiro para maio e, depois, para setembro. Isso porque se alegou que as organizações não estavam preparadas para o novo sistema. As dúvidas são muitas. A principal é que grande parte das empresas acredita que o Sped nada mais é do que um sistema ligado à tecnologia da informação, bastando, tão somente, a instalação de alguns softwares para sua implantação. Mas ele traz embutido mudanças bem mais profundas e envolve novos processos; por exemplo, a partir deste mês, quando o Sped fiscal entrar em vigor, muitas das operações das empresas que anteriormente nunca foram divulgadas estarão à disposição do fisco. Por tal motivo, é necessário que o empresário tenha certeza da consistência dos dados. Sem um bom planejamento, treinamento da equipe e entendimento do que é, realmente, o Sped, as empresas continuarão a não se sentir preparadas para enviar esses dados. Portanto, é preciso adiantar-se às novas atribuições e preparar-se de forma satisfatória para tal fim.
A área de contabilidade das empresas já está sentindo mudanças e o aumento de serviços por causa da adaptação às regras trazidas pela Lei nº11.638 e pelos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Para se ter uma ideia, até agora foram aprovados 26 pronunciamentos e mais 14 devem ser concluídos em breve, o que significa que os balanços exigirão muito mais cuidados, mais treinamento dos contadores e atenção quanto aos dados contábeis, assim como maior preparo dos analistas para interpretar o desempenho e projetar as informações financeiras das empresas. É interessante lembrar que muitos empresários creem que essas mudanças não afetarão seus negócios, que elas vão valer apenas para as empresas de grande porte ou para aquelas de capital aberto. Mas, na realidade, as alterações são aplicáveis para todas as empresas, de todos os tamanhos. Isso porque o padrão contábil do Brasil está mudando. Se as regras mudam, a contabilidade muda. Por isso, todas as empresas têm de seguir esses novos preceitos.
Para as empresas de capital aberto, as obrigações são ainda maiores. Há dois anos, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que as companhias listadas na bolsa têm de publicar o balanço consolidado de 2010 - incluindo a comparação com os dados de 2009 - pelo IFRS. Agora, no segundo semestre, os empresários têm de se planejar e se preparar para implementar as mudanças. Se isso não for feito, eles terão uma série de contratempos. É importante que os executivos das companhias abertas definam um plano e se preparem para mudar processos internos de forma a gerar as informações necessárias ao IFRS. O volume de dados com obrigatoriedade a constar nos balanços será maior, exigirá mais trabalho e organização. Quem deixar tudo para o ano que vem terá trabalho em dobro. Logo o ideal é se preparar desde já. Só assim será possível ter certeza de que os dados divulgados estarão corretos.
Todas essas transformações vão demandar esforços e planejamentos. Sem isso, será praticamente impossível o empresário cumprir todas as suas obrigações dentro dos prazos previstos e apresentar os balanços de acordo com as novas regras.
André Viola Ferreira
André Viola Ferreira é graduado em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, com pós-graduação em Administração de Negócios, sócio da Grant Thornton
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

Risadas e bom humor no trabalho ajudam na performance, diz estudo

SÃO PAULO - Por muito tempo, rir e divertir-se estiveram relacionados apenas aos momentos de lazer e às relações pessoais, e não ao ambiente de trabalho. Afinal, negócios são sérios e a diversão pode distrair os funcionários, prejudicando suas performances.
Porém, esse conceito pode estar chegando ao final. Isso porque um estudo feito pela Universidade de Bocconi, em Milão, com 1.860 pessoas da Itália, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Rússia e Japão, mostrou que 98% usam o humor no trabalho e 99% o apreciam.
O levantamento também indicou que os trabalhadores se sentem mais motivados e com a moral alta, quando há humor no escritório.
Mas o humor é diferente em cada país e cultura. Enquanto na Itália e França os trabalhadores usam temas como sexo e religião, em locais como Estados Unidos e Alemanha esses assuntos são quase tabus.
Chefe de bom humor
Marco Sampietro, autor da pesquisa, ressalta também que o chefe que possui bom humor e consegue fazer seus funcionários rir consegue se fortalecer e exercer uma liderança mais eficaz na empresa.
"Mais especificamente, melhor do que simplesmente divertir os outros, o líder de sucesso permite e facilita o desenvolvimento de um ambiente para a expressão de humor, melhorando o clima no trabalho e reduzindo o estresse", afirmou o pesquisador em um artigo publicado pela universidade.
Além disso, o bom humor pode ser usado para resolver e diminuir conflitos no escritório. Uma mensagem passada com humor é menos ofensiva e direta, além de tirar a atenção do conflito e tornar possível enxergá-lo de uma maneira diferente.
Porém, isso não significa que tudo deve ser tratado com piadas e risadas. Como lembra Sampietro, o bom humor pode diminuir a percepção de riscos, e, quando a situação é realmente crítica, é melhor deixá-lo de lado.
Roberta de Matos Vilas Boas

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tema: Globalização
Delimitação: Os impactos da Globalização na Economia
Situação problema: Quais os efeitos positivos e negativos de uma Economia globalizada?
Tese: Efeitos positivos: mercado maior, exportações, partilha de tecnologias...
Efeitos negativos: Desigualdades entre as empresas e econômica, vulnerabilidade...

O
s impactos da Globalização na Economia

“Globalização é o processo mundial de integração ou partilha de informações, de culturas e de mercados” (Dicionário Priberam 2009). Tais integrações geram muitas conseqüências que influenciam diretamente na economia de um país, com efeitos positivos e negativos.
A Globalização intensifica o comércio internacional, altera hábitos de consumo em todo o mundo, populariza marcas e produtos e aumenta o número de exportações de um país, o que é bom, pois o preço dos produtos no mercado internacional é geralmente maior que no nacional, o que aumenta o lucro dos empresários. Aumenta também o número de importações o que equilibra a economia nacional gerando mais concorrência entre empresas que disputam o consumidor final com preços melhores e com produtos de maior qualidade.
Através da Globalização também circula a partilha de informações e tecnologias, cada vez mais pessoas procuram qualificar-se em outros países, capital de conhecimento que gera melhores remunerações e contribuem pra o fluxo circular da renda.
Mas ao olharmos o outro lado da moeda vemos que a globalização também gera impactos negativos que chegam a se igualar aos positivos, como, as importações que além de benefícios desencadeiam uma concorrência desleal com grande parte das pequenas e médias empresas, que não têm condições de baixar custos e oferecer produtos mais baratos, acabam fechando e desempregando centenas de funcionários, aumentam também a desigualdade em relação ao padrão de vida das pessoas, por que há sim uma melhora de vida, mas ela não é uniforme e a grande parcela da população é mais humilde e é prejudicada.
Cito ainda a vulnerabilidade que a Globalização gera na economia, a exemplo a Crise econômica mundial que ocorreu no final de 2008 inicio de 2009. Economias estão todas interligadas, países com diversos investimentos em outros e quando um quebra (como foi o caso dos Estados Unidos) todos os outros que tinham investimentos neste, ou interligados a ele, se vêm lesados como o tal. Sem contar que diminui as exportações e com a falência de várias empresas e a demissão de milhares de pessoas colocam em risco a esses países o inicio de uma recessão.
Dentre todos os aspectos positivos que aumentam e a melhoram, nos deparamos também com aspectos negativos que nos fazem repensar se realmente a globalização contribui para o desenvolvimento da Economia. Mas como hoje o mundo já está totalmente tomado por ela chegamos à conclusão que é um mal necessário.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Gripe Influenza A (H1N1)

Influenza A é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus A (H1N1). Diferencia-se da gripe comum por que é mais forte e contagiosa, é um vírus novo e ainda não tem vacina.
A doença é transmitida pela tosse, espirros e objetos contaminados pelo vírus, portanto, é fundamental seguir medidas de prevenção medidas de prevenção como manter a casa bem arejada, uma boa alimentação diária e a ingestão de muito líquido, lavar as mãos com sabão depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos boca ou nariz.
Os sintomas mais comuns que aparecem nas pessoas contaminadas são: febre alta e repentina, dificuldade respiratória, dor de cabeça, tosse, dores musculares e dores nas articulações. Aparecendo os sintomas deve-se evitar o contato com outras pessoas e comunicar-se imediatamente com um posto de saúde mais próximo, confirmando o diagnóstico o paciente receberá o tratamento determinado pelo médico.
Portanto estamos juntos na luta contra essa doença e depende de cada um fazer a sua parte para conseguirmos evitá-la e posteriormente eliminá-la por isso não se esqueça de repassar essas informações.